
Hoje assistindo ao “RuPaul’s Drag Race” (RuPaul e a corrida das loucas, por aqui pela VH1), constatei espantada e ao mesmo tempo já prevendo isso, que as “queens” são muito carentes de elogios, e têm uma auto-estima incrivelmente baixa para pessoas aparentemente tão bem resolvidas. É impressionante como um elogio simples (nem precisa soar sincero) as faz fulgurar; a gratidão estampada no rosto ao responder ao autor do elogio é comovente. Me faz pensar em como a gente não se valoriza, por causa dos outros, e às vezes tão injustamente nos deixamos afundar por causa de opinião alheia.
A verdade é que são pessoas ainda mal compreendidas, e a meu ver inutilmente: não há necessidade de compreensão, apenas de aceitação. Eu não entendo o lado sexual da coisa, mas aceito o fato de que elas estão aí, deixando o mundo mais bonito, e que coisa né? Existe a transex feminina, a “drag”, que exagera o estereótipo feminino, todo o universo masculino que glamouriza o lado feminino, que nos vê como espelho de algo belo, algo bom se ser copiado, e o oposto não acontece. As mulheres preferem a discrição ao emular o masculino, o lado “macho” não se apresenta como “bonito”, pra dizer o mínimo. Eu sei, existe a “butch” (os machões de plantão as chamam de mulher-macho), mas não é disso que estou falando. Estou falando do lado artístico da coisa. Acho lindo as “divas”, dublando e dançando, todas muito bem maquiadas e vestidas, “montadas” com capricho. Adoraria ver de repente um “clube das mulheres”, com meninas vestidas (e se despindo) como motoqueiros, bombeiros, etc. mas para isso teriam que ter, digamos, físico musculoso, algo que poucas conseguem. Ou de repente, apresentações com dublagem de cantores famosos, ou mesmo caricaturas de figuras masculinas. Seria interessante. Talvez a arte seja um caminho para a compreensão ou ao menos para a aceitação das lésbicas, coisa que parece mais difícil do que a dos “queer”.
OBS: Esta não é uma opinião de uma especialista. Expressei aqui apenas as minhas reflexões, e qualquer referência equivocada quanto a termos ou definições deve ser perdoada. Acima de tudo, não houve nenhuma tentativa de julgamento de minha parte, ok?? Então tá, ufa! bem melhor; achei necessário esclarecer.
